Entenda as causas e saiba prevenir hepatites

06/09/2022

Hábitos de higiene, uso de preservativo e vacinação estão entre as formas de evitar a doença

Caracterizada pela inflamação do fígado, a hepatite é considerada um problema de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), os tipos B e C são predominantes e responsáveis por, anualmente, afetar 325 milhões de indivíduos no mundo todo e causar 1,4 milhão de mortes.

Apesar de ser a segunda maior causa de óbito entre as infecções virais, a hepatite pode ter grau leve, moderado ou grave e é uma disfunção evitável, tratável e curável. Entretanto, como muitas vezes ela é assintomática, a maior parte da população só a descobre tardiamente e em um estágio mais avançado, o que aumenta o risco de evolução da hepatite para fibrose ou cirrose hepática, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.

A transmissão da enfermidade depende do tipo de vírus e se dá por água ou alimentos contaminados, relações sexuais sem uso de preservativo, materiais não esterilizados ou compartilhamento de objetos pessoais. A hepatite também pode ser transmitida pela mãe ao seu bebê durante a gravidez, no momento do parto ou durante a amamentação.

As formas mais conhecidas entre humanos são A, B, C, D e E. Sendo os tipos predominantes os tipos A, B e C. Já as hepatites D e E são comuns no Norte do país. A última, é rara e costuma ter maior incidência na Ásia e na África.

O vírus do tipo A é transmitido principalmente por água ou alimentos contaminados e afeta mais crianças e pode apresentar sintomas como a icterícia, que é o amarelamento da pele e da esclera — parte branca do olho —, febre, enjoo, urina escura, fezes claras e dores no corpo, e em alguns casos é assintomático. Quem se machuca com itens perfurantes, compartilha objetos de uso pessoal, ou tem relações sexuais sem proteção está suscetível a se infectar com os tipos  B, C e D, que podem apresentar sintomas semelhantes a Hepatite A mas, muitas vezes, evolui de formas assintomática e tem uma evolução silenciosa.

 Já a E é aguda e de curta duração e, apesar de rara, dificilmente avança para um quadro crítico e está relacionada a baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal.

Como as hepatites podem se desenvolver de forma diferente em cada paciente, não há um tratamento padronizado. O médico deverá avaliar cada caso, diagnosticar qual o tipo de hepatite em questão e fazer as recomendações necessárias, que vão desde a suspensão de bebidas alcoólicas, alimentação equilibrada e repouso, até o uso de medicações controladas para evitar a evolução do quadro clínico e, em casos mais graves, fazer um transplante de fígado.

“Além de manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência, utilizar água tratada, cozinhar bem alimentos, não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas e escovas de dentes, e utilizar preservativo nas relações sexuais, check-ups periódicos e vacinação em dia são formas bastante eficazes de prevenir a doença, além da realização dos exames sorológicos de triagem. O esquema completo de vacinação, composto por três doses em intervalos de 30 dias entre a primeira e a segunda aplicação, e 180 dias entre a segunda e a terceira, oferece proteção de mais de 80% contra as formas A, B e D de hepatite”, afirma Gustavo Campana, diretor médico de análises clínicas do Grupo Alliar, um dos maiores grupos de medicina diagnóstica do país.  

O Grupo Alliar tem uma frente voltada à imunizantes em todos os laboratórios da rede. “É sempre preferível prevenir que tratar uma doença. Por isso, temos investido fortemente em vacinação e em tecnologias de diagnóstico cada vez mais modernas para resguardar a saúde de nossos clientes”, finaliza Campana. 

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