Herpes-zóster: saiba mais sobre a doença e aprenda como prevenir

22/07/22

Vacinação é a melhor maneira de evitar a doença. Estudo da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) aponta aumento do número de casos no país

Causada pelo vírus da catapora, a herpes-zóster tem incidência maior entre idosos, apesar de também acometer pessoas jovens. Segundo estudo divulgado em junho de 2022 pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em Minas Gerais, o número de casos de herpes-zóster aumentou 35,4% no Brasil. No Sudeste, houve incremento de 45,8% no índice da doença, enquanto o Centro-Oeste registrou acréscimo de 77,2%.

“Quando entramos em contato com o vírus da varicela-zóster na infância, que é da mesma família que o herpes-zoster, ele pode ficar ‘adormecido’ no organismo humano, principalmente no sistema nervoso e ‘despertar’ quando a imunidade baixa. É justamente por isso que a doença aparece mais em idosos ou em imunocomprometidos cujo sistema imunológico não tem a mesma eficiência que organismos mais jovens ou de pessoas com mecanismos normais de defesa contra infecções”, destaca Raquel Coelho, coordenadora médica do laboratório CDB, que faz parte do Grupo Alliar.

A médica esclarece que as bolinhas avermelhadas (rash cutâneo), características da enfermidade, seguem, na pele, as linhas do trajeto onde os nervos estão localizados no corpo e, por isso, dependendo da região onde aparecem, podem causar quadros dolorosos mais graves. “O rosto é uma região bastante sensível quando acometido pelo herpes-zóster. Além de dor e cicatrizes, o paciente pode ficar com sequelas relacionadas ao funcionamento dos nervos da face”, afirma  Raquel Coelho.

 Vacina é a maneira de evitar a doença

Uma maneira simples de evitar a enfermidade é vacinar-se. “Existem dois imunizantes contra o herpes-zóster: um lançado recentemente no Brasil, produzido com fragmento inativado do vírus varicela-zóster, e outro feito com vírus atenuado. Os dois são seguros, porém o primeiro tem uma eficácia de 90% e é aplicado em duas doses, enquanto o segundo registra eficácia de 70% e precisa apenas de uma dose”, conta a médica.

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